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Sobrevida de coronavírus é reduzida em contato com cobre

Suas propriedades antimicrobianas são capazes de eliminar bactérias e vírus em apenas alguns minutos

O cobre é um material com uma capacidade incrível de eliminar bactérias ou vírus e pode ser usado para a saúde trazendo muitos benefícios. Essa afirmativa pode soar estranha, mas é a mais pura realidade.

Esse metal, bastante característico por conta de sua coloração, tem uma propriedade que muitos nem desconfiam e que pode ser usada na luta contra o avanço do novo coronavírus: o poder antimicrobiano.

Mas o que isso quer dizer? Significa que o metal pode — e deveria — ser usado com mais frequência em ambientes onde há grande circulação de pessoas e incidência de doenças contagiosas, como hospitais, centros médicos, shoppings, entre outros. Até mesmo nas residências o cobre poderia ser benéfico para a saúde, diminuindo as chances de infecção por certas doenças.

Como o cobre age em micróbios?

A superfície do cobre é capaz eliminar vírus e bactérias. (Fonte: Shutterstock)

Quando em contato com uma superfície desse metal (ou uma de suas ligas), os micróbios têm a sua membrana exterior destruída por íons (partículas eletricamente carregadas) que são naturalmente liberados pelo cobre.

Sem essa proteção, toda a estrutura interna do organismo fica exposta e também acaba sendo eliminada. Nesse processo, até mesmo o material genético do micróbio é danificado e isso significa que as possíveis mutações que ele tenha sofrido também não serão transmitidas.

Esse processo pode acontecer em apenas alguns segundos, o que seria uma vantagem interessante contra os vírus e as bactérias. Em alguns tipos de superfície, certos microrganismos são capazes de sobreviver por vários dias, às vezes até semanas. No caso do cobre, a sobrevida é de apenas algumas horas, o que representaria um avanço interessante no combate a doenças contagiosas.

Como as propriedades do cobre foram descobertas?

As propriedades do cobre são exploradas há muitos anos. (Fonte: Shutterstock)

Foi a partir do ano de 1852 que o médico Victor Burq começou a investigar o “poder misterioso” desse metal. Depois de observar que os trabalhadores que o manuseavam tinham chances muito maiores de sobreviver aos surtos de cólera daquela época, Burq começou a investigar as propriedades do cobre de forma aprofundada.

Em 1967, o médico declarou que o “cobre e suas ligas, latão e bronze, aplicados literalmente na pele de quem está em uma epidemia de cólera são um meio eficiente de prevenção e não devem ser negligenciados”. Estamos falando de uma época em que a ciência ainda dava passos tímidos, apesar dos avanços com o microscópio eletrônico inventado anos antes.

Contudo, especula-se que as propriedades antimicrobianas do cobre estejam sendo usadas há muito mais tempo do que se imagina. O chamado Papiro Smith, escrito entre 2600 a.C e 2200 a.C., relata o primeiro e mais antigo uso medicinal do cobre para afastar infecções.

De acordo com o relato, o metal seria usado para esterilizar ferimentos no peito e purificar a água para beber. Soldados egípcios e babilônicos colocavam aparas de suas espadas de bronze (feitas de cobre e alumínio) em suas feridas abertas para reduzir infecções. Em outras palavras, a propriedade antimicrobiana do cobre é atestada em uma época na qual nem se sabia o que eram microrganismos.

Por que o cobre não é utilizado com mais frequência?

Se o cobre é tão eficiente para eliminar vírus e bactérias, sendo capaz de eliminar até mesmo as novas cepas do coronavírus, por que não vemos o metal espalhado por toda parte? Por que o chão dos hospitais, as maçanetas e os corrimões não são feitos com esse material?

Acredita-se que o cobre não seja tão utilizado simplesmente porque muitos desconhecem a sua eficácia. Quando médicos são questionados sobre algum material antimicrobiano, a resposta padrão é “prata”. Porém, o cobre é mais poderoso, pois consegue eliminar microrganismos mesmo quando está seco (o que não é o caso da prata).

Outro motivo provável é o fato de que muitos acabam pensando que seria excessivamente caro utilizar o material como é sugerido. Entretanto, a economia que seria gerada com os casos infecciosos que foram evitados superaria bastante o custo de instalação do metal em algumas áreas de hospitais e centros médicos.

Mas há ainda um terceiro motivo. Materiais de cobre sujam com muita facilidade e por isso acabam sendo substituídos por aço, plástico ou vidro, que oferecem maior praticidade na hora da limpeza. Porém, mesmo sujo o metal ainda conserva suas propriedades antimicrobianas. No fim das contas, ele pode ser um grande aliado no combate às doenças contagiosas.

Fontes: Science Daily, Vice.

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