Início Combate a Vírus Especialistas orientam evitar elevadores por contaminação de Covid-19

Especialistas orientam evitar elevadores por contaminação de Covid-19

Propagação de vírus pode ocorrer por contato com superfície metálica contaminada, como os botões do painel, e através da transmissão via aérea, por gotículas das secreções respiratórias.

Os hábitos dos brasileiros precisaram mudar com a chegada do novo coronavírus, os cuidados devem estar presente inclusive na utilização do elevador. A recomendação é evitá-lo neste período de quarentena, mas  quando não for possível,  é importante não haver aglomeração e manter os cuidados de higiene.

Segundo o infectologista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Crispim Cerutti Junior, a propagação do coronavírus pode ocorrer no elevador por dois motivos: por contato com superfície metálica contaminada, como os botões do painel, e através da transmissão via aérea, por gotículas das secreções respiratórias produzidas por espirro, tosse e fala.

Segundo o infectologista há diferentes avaliações e conclusões sobre quanto tempo o vírus fica na superfície metálica, mas um dos estudos mostrou que há permanência do material genético por até nove dias. 

“O elevador é um lugar de contágio porque nele transitam muitas pessoas e há muitas superfícies. O contato das pessoas com a superfície ajuda a deixar o vírus no elevador. Além disso, a entrada de muitas pessoas no mesmo espaço pode ocasionar a  transmissão via aérea”, contou. 

Circula pelas redes sociais a informação de que a causa do alto índice de contágio do novo coronavírus em bairros de classe média estava associada a utilização de elevadores em prédios. Especialistas afirmam que, apesar de o elevador ser um local de transmissão do coronavírus, não existe nenhum estudo sobre isso. 

Uma das justificativas para a contaminação no evador seria porque o vírus por ser mais leve que o ar ficaria em suspensão por determinado período. Estudos revelam que o vírus pode ser encontrado no ar, mas se isso seria uma forma de transmissão do novo coronavírus ainda gera discussão. 

Imagem: www.chosun.co.kr

O infectologista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo, Paulo Mendes Peçanha, ressalta que estudo publicado em março pela revista médica americana NEJM mostrou que o coronavírus poderia sobreviver por até três horas na forma de partículas suspensas no ar, chamadas de aerossol. Com isso, se uma pessoa infectada espirra num ambiente fechado, o vírus conseguiria ficar espalhado pelo ar por esse período.  Segundo o médico, isso poderia infectar outras pessoas, mas ainda não existe nenhum caso comprovado de que alguém tenha sido contaminado dessa forma.

“As gotículas menores podem permanecer em suspensão por até três horas em qualquer ambiente fechado. Isso aumenta a necessidade de manutenção do isolamento e de evitar ambientes fechados, inclusive o elevador. A escada é uma forma mais segura”, contou. 

Outra pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (27) na revista científica Nature mostra  que partículas de coronavírus podem ser encontradas no ar em locais frequentados por pessoas infectadas. Segundo os cientistas, o vírus foi medido em aerossol em locais com níveis diferentes de aglomeração, de ventilação e de higienização. A pesquisa não responde se essas partículas encontradas são infecciosas, mas os cientistas acreditam que elas têm o potencial de transmissão. 

CUIDADOS BÁSICOS NOS ELEVADORES PARA REDUZIR A DISSEMINAÇÃO DO NOVO CORONAVÍRUS

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